Medo de falar em público

“Preferia desaparecer do que ter de falar” – o medo de falar em público que bloqueia a vida profissional

Imagina que estás numa reunião de trabalho, tens uma ideia excelente, sabes que faz sentido… mas o teu coração acelera, a garganta fecha-se e acabas por ficar em silêncio.

Ou estás num curso, e o formador pergunta: “Alguém quer partilhar?”. E tu até querias… mas dizes a ti mesmo “Não vou arriscar. Vão gozar comigo. Vou atrapalhar-me”.

Se te revês nisto, não estás sozinho.

 O medo de falar em público é mais comum do que se imagina:

Estudos internacionais indicam que cerca de 77% da população sente algum grau de ansiedade ao falar em público. E em muitos casos, este medo não é só “nervosismo” – é um verdadeiro bloqueio emocional que afecta a autoconfiança, a vida profissional e até a autoestima.

O que este medo nos pode estar a custar…

Este bloqueio silencioso pode estar a impedir pessoas de:

  • Avançar na vida profissional por não conseguirem expressar as suas ideias com segurança.
  • Aceitar convites para liderar reuniões, formações ou apresentações.
  • Criar o seu próprio negócio, porque sabem que eventualmente terão de “dar a cara”.
  • Fazer networking, partilhar o seu trabalho ou dar entrevistas.

E o mais preocupante é que muitas pessoas acham que têm de viver com este medo para sempre… felizmente a nossa mente é trabalhável e nós conseguimos realizar mudanças…. Mas como é que isso se processa?

O primeiro passo é perceber onde e quando começou este medo?

Muitas vezes, o medo de falar em público não tem nada a ver com o agora. A sua raiz está lá atrás, na infância, quando a criança:

  • Foi chamada a ler em voz alta e gaguejou… e todos se riram.
  • Deu uma opinião e foi criticada ou envergonhada.
  • Sentiu-se exposta, humilhada, e naquele momento desejou  apenas desaparecer ou esconder-se.

A mente e o sistema de gestão emocional cria então um mecanismo de proteção: “Se me calar, fico segura. Se não me expuser, não serei julgada.”

Esse programa emocional ficou gravado como forma de proteção, e é ativado sempre que surge uma situação semelhante, mesmo que hoje a pessoa seja uma adulta cheia de conhecimento, com provas de que é competente. Porque essa questão não atua a um nível racional e sim a um nível inconsciente.

Nos atendimentos que realizo observo que por vezes o esse medo vêm do próprio sistema familiar.

Por exemplo:

  • Uma mãe que dizia: “Não te metas nisso, vão gozar contigo.”
  • Um pai que acreditava que “é melhor ficar calado do que dizer disparates.”
  • Uma avó que viveu uma humilhação pública e esse trauma emocional passa para as gerações seguintes.

Estes padrões emocionais transmitem-se de forma inconsciente e muitas vezes repetimos histórias que nem são nossas.

E aqui entra a terapia sistémica e a hipnoterapia como meios que possibilitam olhar para a origem do bloqueio para que se possa pensar, sentir e agir de forma diferente de hoje em diante.

Na prática como a hipnoterapia te pode libertar desse bloqueio?

A hipnoterapia não é magia (gosto sempre de reforçar isto) — mas acede de forma profunda à raiz do problema, onde a mente consciente não chega sozinha.

Durante uma sessão:

  • Exploramos a origem emocional do medo.
  • Ressignificamos o momento em que tudo começou (com segurança e apoio).
  • E, em estado de relaxamento profundo, a mente torna-se mais recetiva a sugestões positivas, como:
    • “Tenho valor no que partilho.”
    • “Posso falar com segurança e clareza.”
    • “É seguro ser ouvida.”

Este processo permite desativar o antigo padrão e criar um novo caminho mental, uma nova ligação neurológica. Mais leve, mais confiante, mais livre.

 Imagina agora…

Entras numa reunião e partilhas a tua ideia com firmeza.
Apresentas um projeto e sentes orgulho em ti.
A tua voz já não treme. O teu coração já não dispara.
Sentes-te em casa na tua própria pele.

Sim, é possível.
E começa com a decisão de resolver o que está por trás do medo.

 Se quiseres saber como funciona uma sessão de hipnoterapia comigo, clica aqui ou envia-me uma mensagem para info@saravilabril.com.

O teu medo não define quem tu és. Mas a tua coragem, sim.

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