Níveis de consciencia

Níveis de consciência e mudança profissional

A meu ver nós podemos estar em diferentes níveis de consciência e isso pode interferir directamente na forma de avançar ou não para um salto na vida profissional.

Quanto mais amplo for o nosso nível de consciência mais fácil é para a realização de uma mudança sustentada, integra e em alinhamento.

Com “níveis de consciência” refiro-me à nossa perspectiva do mundo que pode ser mais ou menos ampla. A forma como nós percepcionamos a nossa realidade determina o nível de consciência em que nos encontramos.

Podemos estar a viver a vida num nível de consciência baseado no medo, na competição. Todos nós fomos formatados a construir este nível de consciência causado pela construção de uma vida assente no ter e no parecer. Tendemos a ter necessidade a ir ao encontro das expectativas que a sociedade e outros têm para nós. Nesta perspectiva de vida mais limitada os nossos instintos primários e de sobrevivência estão mais activos o que faz com que estejamos apegados a empregos pelo medo de perder um ordenado fixo por misero que seja, pelo medo de perder um estatuto social – ordenado ou estatuto social esse que a qualquer momento pode deixar de existir com um despedimento ou com uma falência da empresa para a qual trabalhamos.

Podemos ainda desenvolver um nível de consciência mais amplo, baseado na igualdade, na abundância, na partilha, na cooperação. Quando nos permitimos construir uma vida de dentro para fora, ou seja sentido o melhor caminho a seguir, percebendo quais são os nossos talentos e a forma como os podemos partilhar com o mundo e desenvolvendo novos talentos e inspirando os outros a fazê-lo também. Nós estamos a desenvolver-nos desde dentro, com a segurança de que nada nem ninguém nos pode retirar o que estamos a construir – aquilo que nós SOMOS. Quando estamos neste nível de consciência partilhamos informação, técnicas e conhecimentos pois percebemos o mundo como abundante em que cada um está cá para contribuir através da sua forma única de ser. Esta é uma visão ampla do mundo, os desafios são encarados como aprendizagens e as pessoas sentem-se responsáveis pela construção da vida que querem viver.

As regras sociais limitaram-nos no sentido em que todos nós acabamos por sentir necessidade para corresponder às expectativas da sociedade, corresponder a um determinado estatuto social. Quando nos permitimos desenvolver a partir de dentro não vamos de encontro às expectativas da sociedade, mas vamos de encontro às necessidades da sociedade. A sociedade precisa cada vez mais de pessoas felizes que expressem de verdade, aquilo que são, e se permitam ser uma influência positiva para que outros façam o mesmo. Quando nos desenvolvemos a partir de quem somos colocamos os nossos talentos ao serviço da sociedade e desenvolvemos talentos novos permitindo-nos ser melhores pessoas.

Estou a contar-te isto pois um cliente (reservo a sua identidade pois é confidencial) que pretende fazer uma mudança profissional, esta semana passada, questionou-me: Sara como foi para ti fazer a mudança?

Ao que eu respondi: Foi a melhor coisa que fiz na minha vida, deixei de me limitar por um ordenado misero para me desenvolver, para poder ampliar as minhas habilidades, ser uma melhor pessoa. Por cada passo que dou sinto-me ainda mais próxima de quem de verdade sou. Nada disto se compara com a segurança ilusória de receber um ordenado misero que a qualquer altura poderia deixar de receber por um despedimento. E quando nós entregamos valor à sociedade recebemos valor também pelo que o ordenado misero passa a ser substituído pela retribuição que damos.

E ele perguntou-me: Então para eu realizar a minha mudança profissional eu preciso de mudar a minha perspectiva (ampliar a minha consciência)?

A verdade é que a mudança de perspectiva contribui muito para essa mudança e a mudança de perspectiva dá-se por um caminho de auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal. Na altura que eu me despedi aquilo que eu senti é que a dor de ficar amarrada a algo que não estava de acordo com o que eu acreditava era superior à dor de eu avançar para ago desconhecido. Já na altura eu recordo-me de dizer “eu sei que se eu ficar aqui vai ser mais fácil no início, mas sei que vai ser ainda mais difícil daqui a uns anos. Se eu sair, vai ser um desafio agora mas daqui a uns anos vou estar muito melhor.” Hoje eu tenho ainda mais certezas do que dizia na altura, normalmente tendemos a trocar o prazer imediato (continuar com um ordenado fixo), ao prazer a longo prazo (ter uma vida equilibrada e abundante de acordo com quem sinto que sou) – a escolha que fazemos hoje determina a nossa vida futura e é isso que é importante termos bem presente.

Eu ajudo pessoas que se sentem estagnadas a sentirem-se plenas e realizadas, através de um encontro consigo próprias, sem descurar nenhuma área das suas vidas. Podes saber mais sobre o meu trabalho agendando uma sessão de planeamento gratuita Aqui

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